sábado, 27 de janeiro de 2018

Francisco Elias (1869-1937)

Arcada Manuelina para os Grupos Bíblicos (Séc. XX, Museu da Cerâmica)
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Calvário (1923, Museu de Évora)
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Última Ceia de Cristo (1924, Museu José Malhoa)
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Miniatura. Música do Zé Pereiras (1933, Museu de Cerâmica)
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Os Bêbados (1922)
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Francisco Elias dos Santos, nasceu em Caldas da Rainha a 21 de Setembro de 1869. Era filho de Elias dos Santos e de Maria José Moreira Branco. Foi discípulo de Rafael Bordalo Pinheiro e, como aprendiz, colaborou, por exemplo, na execução da famosa jarra Beethoven. Frequentou, depois, a Escola Industrial Rainha D. Leonor, das Caldas. Destacou-se na miniatura e representou, além de peças inspiradas na ourivesaria quinhentista, várias figuras e tipos populares em barro usando pequenas dimensões. Posteriormente dedicou-se a esta especialidade em oficina própria. Porém, não trabalhou apenas em miniatura, tendo deixado alguns trabalhos de maiores dimensões, como Cristo-Rei, Rainha Santa e uma estatueta de mulher. «Fez diversas exposições das suas obras, não chegando a ter tempo de dar respostas a todas as encomendas que lhe foram feitas» (Matriznet). Em 1925, substituiu Acelino Correia, como Mestre de Cerâmica, na Escola Industrial e Comercial Rafael Bordalo Pinheiro, em Caldas da Rainha, cargo que exerceu até 1937, ano do seu falecimento. Recebeu o grau de cavaleiro da Ordem de Santiago.
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Cf. 
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Francisco Elias dos Santos, was born in Caldas da Rainha on September 21, 1869. He was the son of Elias dos Santos and Maria José Moreira Branco. He was a pupil of Rafael Bordalo Pinheiro and, as an apprentice, collaborated, for example, in the execution of the famous Beethoven jug. He also attended the Queen D. Leonor Industrial School. As a ceramist, he stood out in the miniature and made several exhibitions of his works. In 1925, he replaced Acelino Correia, as Master of Ceramics, at the Rafael Bordalo Pinheiro Industrial and Commercial School in Caldas da Rainha, a position he held until 1937, the year of his death. Received the rank of knight of the Order of Santiago.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Gregório Lopes (c. 1490 - 1550)

Assunção (Séc. XVI, Museu da Música)
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Fuga para o Egipto (1527, MNAA)
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Anunciação (1539-1541, MNAA)
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Gregório Lopes (c. 1490 - 1550) foi um pintor português da primeira metade do século XVI, representante do Renascimento e introdutor do «Primeiro Maneirismo de Antuérpia» em Portugal. Em 1513, já exercia o ofício de pintor e, em 1514, trabalhava na Oficina de Jorge Afonso, em Lisboa, sendo casado com uma filha deste, Isabel Jorge. Em 1518, trabalhou sob a chefia de Francisco Henriques, em parceira com Garcia Fernandes, Cristóvão de Figueiredo, André Gonçalves e outros pintores portugueses e flamengos, na obra de pintura encomendada pelo rei D. Manuel I para a Casa da Relação de Lisboa. Foi pintor régio de D. Manuel e de D. João III (desde 1522). Em 1524, foi ordenado pelo rei Cavaleiro do Hábito da Ordem de Santiago. Após 1530, Gregório Lopes executou, decerto numa oficina já sua, o retábulo Martírios de S. Quintino para a Igreja de S. Quintino, em Sobral de Monte Agraço. Entre os anos 1533 e 1534, colaborou com os pintores Garcia Fernandes e Cristóvão de Figueiredo, em Lamego, na execução dos painéis do Mosteiro de Ferreirim. Por esse trabalho conjunto, os três membros desta parceria foram denominados Mestres de Ferreirim. A partir de 1536 e durante os anos seguintes, sob o mecenato de Frei António de Lisboa, trabalhou no Convento de Cristo, em Tomar, na execução de painéis para a charola - Martírio de S. Sebastião (hoje no Museu Nacional de Arte Antiga), Santo António pregando aos peixes e S. Bernardo (em Tomar) e Santa Madalena (desaparecido), alem do retábulo para a capela de Nossa Senhora, do mesmo mosteiro, de que resta no Museu Nacional de Arte Antiga o painel A Virgem, o Menino e Anjos. Este conjunto tomarense e o da Igreja do Convento do Bom Jesus de Valverde, em Évora (1545), constituem a base de identificação da obra do pintor, da sua técnica e do seu estilo. Gregório Lopes dava prevalência a cores quentes a ao decorativismo; atribuindo primacial importância ao desenho, fazia predominar o traço sobre a mancha.
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Gregório Lopes (c. 1490 – 1550) was one of the most important Renaissance painters from Portugal. He was educated in the workshop of Jorge Afonso, the court painter of King Manuel I. Later he himself became court painter for both Manuel I and for his successor, John III. In 1514 he married the daughter of Jorge Afonso, and in 1520 entered the Order of Santiago. The work of Gregório Lopes mainly consists of painted religious altarpieces for various churches and monasteries in central Portugal. Between 1520 and 1525 he worked (together with Jorge Leal) in painting altarpieces for the Saint Francis Convent of Lisbon. Also in the 1520s he painted panels for the Church of Paraíso (Paradise), also in Lisbon. In his first fase, Gregório Lopes also worked in Sesimbra, Setúbal and in the Monastery of Ferreirim, in this latter case together with Cristóvão de Figueiredo and Garcia Fernandes. The painter moved in the 1530s to the city of Tomar, where he painted various panels for the Round Church of the Convent of Christ (1536–1539) and the main altarpiece of the Church of Saint John the Baptist (1538–1539). His last known works include altarpieces for the Convent of Santos-o-Novo in Lisbon (1540) and the Valverde Convent, near Évora (1545). Many of Gregório Lopes' works can be seen in the National Museum of Ancient Art, in Lisbon. His son, Cristóvão Lopes (1516–1594), was also an artist and worked as a portrait painter for the Portuguese royal family.
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See Wikipedia.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Cottinelli Telmo (1897-1948)

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Filho de Cristiano da Luz Telmo e Cecília Cottinelli Telmo, José Ângelo Cottinelli Telmo, nasceu em Lisboa a 13 de Novembro de 1897. Formou-se em Arquitetura na Escola de Belas-Artes de Lisboa (1915-1920). Dedicou-se desde muito cedo a múltiplas áreas, do desenho e artes gráficas à escrita e à música. Em 1923, começou a trabalhar como Arquiteto na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, para a qual realizou numerosos projectos, como os edifícios de passageiros da Estação Ferroviária de Barcelos e de Vila Real de Santo António. Entre estas obras destaca-se o projeto da Estação Fluvial Sul e Sueste (ou Estação Ferroviária do Sul e Sueste), situada no Terreiro do Paço, construída entre 1929 e 1931. Entre 1921 e 1929 dirigiu a revista ABC-zinho, sendo responsável por grande parte do seu conteúdo - incluindo banda desenhada, de que foi um dos pioneiros em Portugal. Participou, em 1930, no I Salão dos Independentes, SNBA, Lisboa. Três anos mais tarde realizou o filme A Canção de Lisboa, que foi o primeiro filme sonoro português. Desde 1934 que integrou a Comissão para as Construções Prisionais, tendo projectado edifícios e obras de remodelação por todo o país. Entre 1938 e 1942, dirigiu a revista Arquitectos. Em 1939 foi nomeado arquiteto-chefe da Exposição do Mundo Português (1940), para a qual assumiu o projecto do Pavilhão dos Portugueses no Mundo. Em parceria com Leopoldo de Almeida, concebeu o Padrão dos Descobrimentos, passado a pedra em 1960. Em 1943 recebeu o encargo da planificação da expansão da Universidade de Coimbra. No ano seguinte (1944), tornou-se presidente do Sindicato Nacional dos Arquitetos e, em 1948, foi um dos principais dinamizadores do I Congresso Nacional de Arquitetura. Entretanto, data de 1944-1948 um dos seus projectos mais marcantes, o edifício da Standard Elétrica. Também dessa época é o Sanatório das Penhas da Saúde. Morreu em Cascais, a 18 de Setembro de 1948.
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José Ângelo Cottinelli Telmo was born in Lisbon on the 13th November 1897. He graduated in architecture at the Escola de Belas Artes de Lisboa (1915-1920). He devoted himself to multiple areas, from drawing and graphic arts to writing and music. In 1923, he began working as an architect in the company of the Portuguese railways. Among these works is the project of the South and Southeast train station, located in the Terreiro do Paço (1929-1931). Between 1921 and 1929 he directed the magazine ABC-zinho, being responsible for a large part of the content-including cartoons. In 1933 he completed the movie A Canção de Lisboa. From 1934 he was a member of the Commission for the Prison Buildings and in 1939 he was appointed Chief Architect of the exhibition of the Portuguese World (1940). On that ocasion, in partnership with the sculptor Leopoldo de Almeida, he devised the Padrão dos Descobrimentos. He died in Cascais, on the 18th September 1948.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Raquel Roque Gameiro (1889-1970)

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Figurino para "Três Fadas" da Revista "Lua Cheia" (1934, Museu Nacional do Teatro e da Dança)
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Minho (1935, Museu José Malhoa)
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Raquel Roque Gameiro era a filha mais velha de Alfredo Roque Gameiro (1864-1935). Nasceu em 1889 e com catorze anos (1903) já fazia ilustrações para os Contos para Crianças de Ana de Castro Osório (1872-1935). Desse trabalho, onde se pode notar a influência da ilustração inglesa, recebeu o prémio internacional do Petit Journal Illustré de la Jéunesse
No ano de 1909, participou pela primeira vez nos Salões da Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), recebendo uma Menção Honrosa. Posteriormente, continuou a expor nesses salões e foi premiada com a primeira medalha (1929) e a medalha de honra. 
Em 1911 casou com Jorge Ottolini, mas o casamento não a afastou das actividades artísticas. Nesse mesmo ano realizou, com o pai e os irmãos, Helena (1895-1986) e Manuel (1892-1944), uma exposição de aguarela, no atelier da rua D. Pedro V, em Lisboa. Em 1914, também com o pai, fez caricaturas para o espectáculo «Damas e Varões Ilustres da Amadora», constituído por projecções, numa lanterna mágica, de caricaturas de figuras locais. A apresentação foi acompanhada por versos de Delfim Guimarães e o espectáculo ter-se-á realizado no Salão de Festas dos Recreios. 
Em 1923, participou com o pai na exposição de aguarelistas portugueses em Madrid; em 1925 obteve o primeiro e segundo prémio num concurso para o desenho do Ex-Libris da Imprensa Nacional. Igualmente com o pai e a irmã Helena, em 1933, organizou uma exposição no Porto. 
Expôs, em 1935, na Casa de Portugal, em Londres, sendo convidada a participar na Society of Women Artists Exhibition. Fez ilustrações para periódicos e outras publicações, destacando-se o Livro do Bebé, em colaboração com Delfim Guimarães (1917) e o primeiro Livro Único do Ministério da Educação Nacional. 
No ano de 1969, realizou-se uma exposição retrospectiva na SNBA, tendo falecido em 1970. 
Exímia aguarelista, dela disse Fernando de Pamplona (1950): «A arte de Raquel Gameiro ficará. É que a arte verdadeira não tem data.» O mesmo autor também escreveu (1988):
«Comprazia-se em representar, em tintas vivas e cantantes, figuras de pescadores e camponeses, surpreendidos na sua faina diária, e sobretudo tipos e costumes de saloios dos arredores de Lisboa, em cujos traços se vinca a sua ascendência moira. Também representava de maneira saborosa interiores rústicos, pobres mas airosos, com chitas de ramagens e loiças toscas de barro vidrado. Muito decorativas as suas composições de flores, de tonalidades fortes e álacres. Há nas aguarelas de Raquel Gameiro largo sentido ilustrativo.»
Uma exposição da obra da artista, com curadoria da historiadora Sandra Leandro, está patente na Casa Roque Gameiro da Amadora, até 25 de Fevereiro de 2018.
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Bibliografia: Fernando de Pamplona, 1988, Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses ou que Trabalharam em Portugal, vol. III, Barcelos, Livraria Civilização Editora, p. 17; Sandra Leandro, 2005, «Raquel Roque Gameiro Ottolini», in Dicionário no Feminino (séculos XIX-XX), Lisboa, Livros Horizonte, pp. 826-827; AA VV, 2014, Alfredo Roque Gameiro. Retorno à Casa da Venteira, Amadora, Câmara Municipal da Amadora.
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Raquel Roque Gameiro, born in 1889, was the eldest daughter of Alfredo Roque Gameiro (1864-1935). When she was fourteen years old (1903), she made illustrations for the fairy tales for children, written by Ana de Castro Osório (1872-1935). This work received the international prize of the Petit Journal Illustré de la Jéunesse. In the year 1909, Raquel participated for the first time in the exhibitions of the Lisbon National Society of Fine Arts (SNBA), receiving an Honorable Mention. Later, she continued to expose in these salons and was awarded the first medal (1929) and the Medal of Honor. In 1911, she made an exhibition of watercolor, with her father and brothers, Helena (1895-1986) and Manuel (1892-1944), at the atelier of D. Pedro V Street, in Lisbon. In the year of 1923, she participated with her father in a watercolor exhibition in Madrid. She exposed, in 1935, at the Casa de Portugal, in London, being invited to participate in the Society of Women Artists Exhibition. She made illustrations for several publications. She died in 1970.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

José Aurélio (n. 1938)

Jarro Touro (Secla, 1960, MJM)
Prato decorativo. Pássaro (?) (Secla, 1960-1964, Colecção de João Maria Ferreira - © Fotografia de Margarida Araújo)
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Gárgula (1988-1989, Torre do Tombo, Lisboa)
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Espiral do Tempo (2009, Almada)
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José Manuel Aurélio, nascido em 1938, em Alcobaça, realizou o curso de escultura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, tendo-se destacado nas áreas da escultura, da medalhística e da cerâmica. Começou a trabalhar na cerâmica em Alcobaça, realizando em 1957 uma exposição em Lisboa na Galeria Diário de Notícias. Através de Tomás de Melo (1906-1990), entrou em contacto com a Secla (Sociedade de Exportação e Cerâmica, Lda.) e o seu fundador Joaquim Alberto Pinto Ribeiro (1921-1989), que o convidou para orientar o sector artístico da fábrica. Começando o seu trabalho na Secla em 1958, em 1961, ano em que se mudou para Óbidos, foi premiado no Salão dos Novíssimos. No ano de 1964 realizou a sua primeira exposição individual, intitulada «Cerâmicas», na Cooperativa Árvore, no Porto. Nos anos 1962-1963, fez pesquisas e levantamentos de faiança portuguesa popular e erudita, tendo saído da Secla em 1966. Entre 1969-1974, concebeu, construiu e orientou a Galeria Ogiva, em Óbidos. No ano de 1970, fez um longa viagem de estudo que o levou a diversos países, desde o Japão à Suécia, passando pelo Nepal, Irão e Grécia, entre outros locais. Em 1978, foi bolseiro da Fundação Gulbenkian, regressando a Alcobaça em 1980, onde dirige o Armazém das Artes. Foi autor de objectos cerâmicos e esculturas de figuração antropomórfica e animalista, mas também se ligou a uma estética minimalista e tendencialmente geometrizante. Dos seus trabalhos são de destacar, por exemplo, as Gárgulas do edifício da Torre do Tombo na Cidade Universitária de Lisboa (1988-1989). Em 2016 foi autor de uma moeda de dois euros, cujo fabrico homenageia os 50 anos da Ponte sobre o Tejo.
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Cf. Wikipédia; Ana Mercedes Stoffel Fernandes, Horácio Moita Francisco, José Aurélio (coord.), José Aurélio: gestos e sinais, Lisboa, Fundação Mário Soares, Magno, 2001.
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José Manuel Aurélio was born in 1938 in Alcobaça, having studied sculpture in the Lisbon’s School of Fine Arts. He began working in ceramics in Alcobaça, performing in 1957 one exhibition in Lisbon at the Galeria Diário de Notícias. During the year of 1958 (until 1966) he worked on the Secla factory (Caldas da Rainha). Later (1970) he made a long trip that took him to several countries, from Japan to Sweden, Nepal, Iran and Greece, among other places. Through his work he excelled in the fields of sculpture, medals and ceramics, choosing themes of anthropomorphic and animal figuration, but also geometric and according to a minimalist aesthetic.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Mily Possoz (1888-1968)

Sem Título (1912, CAM-FCG)
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Sem Título (A Menina da Boina Verde) (1930, CAM-FCG)
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Paris - Quai Voltaire (1930-1937, MNAC)
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Gatinha (c. 1958, CAM_FCG)
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Emília Possoz, filha de pais belgas, nasceu nas Caldas da Rainha a 4 de Dezembro de 1888. Ainda em criança mudou-se para Lisboa, onde frequentou o Colégio Alemão. Na sua formação artística, foi discípula da pintora Emília dos Santos Braga, tendo continuado os estudos em Paris, desde 1904. Passou também pela Alemanha, onde aprendeu gravura com Willy Spatz, pela Holanda e pela Bélgica. Regressada a Portugal em 1909, integrou o movimento modernista, tendo participado nas Exposições de Humoristas e Modernistas, sendo também das poucas artistas da sua geração a organizar exposições individuais. Colaborou como ilustradora em numerosas publicações, como as revistas ABC, Athena, Contemporânea, A Ilustração Portuguesa, entre outras. Viveu em Paris entre 1922 e 1937. Nesse ano, com a sua participação na exposição de Gravura Francesa, realizada em Cleveland, nos Estados Unidos, recebeu uma medalha de ouro e algumas das suas obras foram adquiridas pelo Museu dessa cidade. Regressada a Portugal, colaborou na decoração do pavilhão do Japão da Exposição do Mundo Português (1940). Em 1956, colaborou com a Gravura – Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses. No ano seguinte (1957), conheceu o coleccionador de arte Machaz, que lhe encomendou vários quadros para a decoração do Hotel Tivoli. Foi autora do programa decorativo do Livro da segunda classe (1958). Faleceu em Sintra, nde vivia desde a década de 40, a 17 de Junho de 1968.
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Bibliografia
A ver também:
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Emília Possoz was born in Caldas da Rainha on the 4th December 1888. During a childhood she moved to Lisbon, where attended the German school. For her artistic training, she was a disciple of the painter Emília dos Santos Braga, having continued her studies in Paris, since 1904. She also studied in Germany (with Willy Spatz), in the Netherlands and Belgium. Returning to Portugal in 1909, joined the modernist movement and participated in Exhibitions of Humorists and Modernists. She collaborated as illustrator in numerous publications, such as the magazines ABC, Athena, among others. She lived in Paris between 1922 and 1937. In this year, she participated in the exhibition of French Engraving, held in Cleveland, United States, having received a gold medal. Returning to Portugal, she collaborated in the decoration of the Japanese Pavilion for the exhibition of the Portuguese World (1940). Milly Possoz died in Sintra on the 17th June 1968.

sábado, 1 de julho de 2017

Cassiano Branco (1897-1970)

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Grande Hotel do Luso (1938-1940 © Joseolgon)
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Edifício da Praça de Londres, Lisboa (1951 © Manuelvbotelho)
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Cassiano Viriato Branco nasceu em Lisboa a 13 de Agosto de 1897. Frequentou a Escola de Belas-Artes entre 1912 e 1914, mas interrompeu o curso, que só concluiu em 1927, obtendo o diploma de Arquitectura em 1932. Entretanto, realizou um curso do ensino Técnico-Industrial, terminado 1919. Em 1917, casou-se com Maria Elisa Soares Branco. Fez algumas viagens, incluindo Paris, tendo visitado a Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas (1925). Uma das suas primeiras obras foram as instalações da Câmara Municipal da Sertã (1925-27). A influência da Art Déco e do modernismo europeu tornou-se determinante a partir do início da década de 1930, tendo realizado diversos projectos, alguns não concretizados, outros terminados por outros arquitectos. Entre as suas obras, destaca-se o Cineteatro Éden (Lisboa), sendo as primeiras propostas de 1929; o Hotel Vitória (Lisboa) (1934); o Coliseu do Porto (1939); o Portugal dos Pequenitos, Coimbra (1937-1962); o Grande Hotel do Luso (1938-1940) e um edifício na Praça de Londres (1951). Em 1958 apoiou a candidatura do general Humberto Delgado à Presidência da República, tendo sido detido pela PIDE. Faleceu em Lisboa, no dia 24 de Abril de 1970, com 72 anos.
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Cf. Wikipedia.
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Cassiano Viriato Branco was born in Lisbon on 13 August 1897. He attended the School of fine arts between 1912 and 1914, but interrupted the course, which concluded in 1927, obtaining the diploma of architecture in 1932. However, he made also a technical-Industrial education course, finished in 1919. In 1917, he married Maria Elisa Soares Branco. He traveled to Paris, having visited the international show of modern industrial and decorative arts (1925). One of his first works he made was the premises of the Town Hall of Sertã (1925-27). The influence of European modernism and Art Deco became decisive from the beginning of the Decade of 1930, having carried out several projects, some unfulfilled, other completed by other architects. Among his works are the project for the movie theater Eden (Lisbon) (about 1929-1930); the Hotel Vitória (Lisbon) (1934); the Coliseu do Porto (1939); the Portugal dos Pequenitos, Coimbra (1937-1962); the Grande Hotel do Luso (1938-1940) and a building in the Praça de Londres (Lisboa) (1951). In 1958 he supported the candidacy of General Humberto Delgado to the Presidency of the Republic, having been arrested by the PIDE (political police). He died in Lisbon, on 24 April 1970, being 72 years old.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Luís Cristino da Silva (1896-1976)

Teatro Capitólio (1931, Lisboa)
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Projecto de edifícios da Praça do Areeiro, Lisboa (1949, Biblioteca de Arte - FCG)
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Luís Ribeiro Carvalhosa Cristino da Silva (1896-1976), foi um arquiteto português, nascido em Lisboa. Era filho do pintor naturalista João Ribeiro Cristino da Silva (1858-1948) do Grupo do Leão, e neto do pintor romântico João Cristino da Silva (1820-1877). Diplomado pela Escola de Belas Artes de Lisboa em 1919, estudou em Paris entre 1920 e 1925, com bolsa de estudo. Fixou-se depois em Lisboa, projetando alguns dos edifícios marcantes das décadas seguintes, tendo sido um dos pioneiros do movimento moderno na arquitetura portuguesa. Entre muitas obras, projectou o Cineteatro Capitólio (1929-1936); o Pavilhão de Honra da Exposição do Mundo Português (1940); foi autor do emblemático conjunto urbano da Praça do Areeiro, Lisboa (1941-1960). A partir de 1948 foi arquiteto-chefe do projecto da Cidade Universitária de Coimbra. Foi professor de Arquitetura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa desde 1933.
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Cf. Luís Cristino da Silva - Wikipédia.
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Luís Ribeiro Carvalho Cristino da Silva (1896-1976), was a Portuguese architect, born in Lisbon. He was the son of the naturalist painter João Ribeiro Cristino da Silva (1858-1948), and grandson of the Romantic painter João Cristino da Silva (1820-1877). Graduated from the school of fine arts of Lisbon in 1919, he studied in Paris between 1920 and 1925, with scholarship. He settled then in Lisbon, designing some of the landmark buildings of the next decades, having been one of the pioneers of the Portuguese modern movement in architecture. Among many works, he designed the Capitol theater (1929-1936); the building of Honour of the exhibition of the Portuguese World (1940); he was the author of urban set of Praça do Areeiro, Lisbon (1941-1960). From 1948 he was Chief Architect of the project of the university town of Coimbra. He was professor of architecture at the Escola Superior de Belas Artes de Lisboa since 1933.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Veloso Salgado (1864-1945)

Jesus (réplica) (c. 1922, de um original de 1892)
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Rua de Leça (1893, MJM)
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Homem a comer uma maçã (1909 ?, MNSR)
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Juventude (1923, MNAC)
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Auto-retrato (1931)
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José Maria Veloso Salgado nasceu em Santa Maria de Melon (Orense), a 2 de Abril de 1864. Com dez anos de idade foi acolhido em Lisboa na casa do seu tio materno, Miguel Veloso Rodrigues, que era mestre da Litografia Lemos, onde começou a trabalhar como aprendiz de litógrafo. Desde 1878, frequentou a Escola da Academia de Belas Artes de Lisboa, tendo terminado o curso de pintura em 1887. Em 1888, partiu para Paris como pensionista do Estado, onde se tornou amigo do escultor António Teixeira Lopes. Travou amizade com o pintor Jules Breton, com a sua filha e discípula, Virgínia Demont Breton, e o marido desta, o paisagista Adrien Demont. Em 1891, visitou Itália, e, em 1895, regressou a Lisboa, sendo logo nomeado professor de Pintura Histórica da Escola de Belas Artes. Em 1896, casou com Vitorina de Silva Mello, afilhada e protegida do pintor Ferreira Chaves, da qual teve dois filhos, José Miguel (1896) e Maria Adelina (1899). Destacou-se sobretudo na pintura histórica e no retrato, tendo também praticado outros temas. Tendo já exposto em Lisboa em 1884 e 1887, expôs no Salon de Paris em 1891, e posteriormente participou em diversos certames e exposições portuguesas e internacionais, recebendo diversos prémios e distinções. Só em 1940, já aposentado do cargo de professor, deixou de pintar. Faleceu em 1945, na sua casa sita no n.º 99 da Rua da Quintinha, em Lisboa.
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Cf. «José Maria Veloso Salgado (1864-1945)» in Sigarra U.Porto - https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?P_pagina=1005829
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José Maria Veloso Salgado was born in Santa Maria de Melon (Orense), 2 April 1864. With ten years of age he was sent to live in Lisbon, and began working as an apprentice lithographer. Since 1878, he began to attend the Academy of fFne Arts of Lisbon, having finished the course of painting in 1887. In 1888, he left for Paris as a pensioner of the State, where he became friend of the sculptor António Teixeira Lopes. In 1891, he visited Italy, and, in 1895, he returned to Lisbon, being appointed professor of Historical Painting at the School of Fine Arts. In 1896 he married Vitorina de Silva Mello, godchild and protégé of the painter Ferreira Chaves. Veloso Salgado excelled particularly in history painting and portraiture, but also practiced other themes. Having already exhibited is works in Lisbon in 1884 and 1887, he exhibited at the Salon de Paris in 1891, and later participated in several competitions and exhibitions, both in Portugal and abroad, receiving numerous awards and distinctions. He died in Lisbon, in 1945.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Carlos Reis (1863-1940)

Azenha (CMAG)
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Milheiral (1911, MNAC)
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Gerâneos e Malva Rosa (1912, Museu Carlos Machado, Ponta Delgada)
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Engomadeiras (1915, MNAC)
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Uma saúde aos noivos (1930, MNAC)
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Natural de Torres Novas, matriculou-se em 1881 na Escola de Belas Artes de Lisboa, onde foi discípulo de Silva Porto, Simões de Almeida e Miguel Ângelo Lupi. Travou amizade com o príncipe D. Carlos, que o auxiliou nos estudos em Lisboa e mais tarde no estrangeiro. Em 1889 concorreu a uma bolsa de estudo para Paris, como pensionista do Estado. Entrando na École des Beaux-Arts, teve por mestres o retratista Bonnat e o pintor de Pintura Histórica Joseph Blanc. Em 1895 regressou a Portugal concorrendo para o lugar de Professor da Escola na cadeira de Paisagem. Teve influência no grupo de artistas que ajudou a formar, entre os quais Falcão Trigoso.
Entusiasta da natureza, foi fundador do grupo Ar Livre, ao qual sucedeu o Grupo Silva Porto. Foi sobretudo um paisagista, autor também de cenas campestres. No retrato, deixou obras igualmente famosas, como o de sua discípula Maria Adelaide de Lima Cruz e a composição El-Rei D. CarIos e seu Estado Maior (Fundação Casa de Bragança) exposto em 1905 no Salon de Paris. Carlos Reis executou igualmente trabalhos como decorador, por exemplo no Museu de Artilharia e no Hotel do Buçaco. Expôs desde 1887, na Sociedade Promotora, no Grupo do Leão, no Grémio Artístico, na Sociedade Nacional de Belas Artes, da qual foi um dos fundadores; na Exposição Internacional de Dresde, 1897; na Exposição Universal de Paris, 1900; etc. Foi nomeado Director do Museu Nacional de Belas Artes, e em 1911, com o desdobramento em Museu Nacional de Arte Antiga e Museu Nacional de Arte Contemporânea, foi nomeado Director deste último, até 1914.
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Cf. Matriznet.
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Born in Torres Novas, Carlos Reis enrolled in 1881 at the school of fine arts of Lisbon, where studied painting. In 1889 he applied for a scholarship to Paris, entering the École des Beaux-Arts. He returned to Portugal in 1895, becoming a Professor of Landscape at the Lisbon’s School. He was mainly a landscape painter, also known for his work in genre themes and portrait. He exhibited his works since 1887, in Lisbon, Oporto, Dresden and Paris, etc. In 1905, was appointed Director of the National Museum of fine arts, and in 1911, with the separation of that Museum in National Museum of ancient art and National Museum of contemporary art, he was appointed Director of the latter, until 1914.