quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

António Dacosta (1914-1990)

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Está Calor em Evora (1983, Colecção Manuel de Brito, Lisboa)
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I'm Late (1989) 
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António da Costa nasceu a 3 de Novembro de 1914 e morreu a 2 de Dezembro de 1990. Nasceu em Angra do Heroísmo, nos Açores, tendo ficado conhecido como poeta, crítico de arte e pintor. Partiu para Lisboa em 1935, para estudar na Escola de Belas Artes, integrando-se rapidamente nos circuitos intelectuais da capital. Expôs pela primeira vez em 1940, juntamente com António Pedro, numa mostra que assinalou a entrada formal do Surrealismo em Portugal. 
A sua obra pictórica é constituída por duas fases distintas, sendo a primeira, entre 1939 e 1948, caracterizada pela ligação ao Surrealismo. Em 1942 ganhou o prémio Souza-Cardoso na Exposição de Arte Moderna do S.P.N.. No ano seguinte publicou as suas primeiras crónicas sobre arte, no Diário Popular. No ano de 1944 o seu atelier e grande parte da sua obra foram destruídos por um incêndio. No ano de 1947, fixou residência em Paris, e em 1949 participou na Exposição do Grupo Surrealista de Lisboa com algumas obras próximas da abstracção. Nesse mesmo ano decidiu interromper a prática artística, ficando depois cerca de trinta anos sem pintar, dedicando-se à crítica de arte. colaborando de forma regular no jornal brasileiro O Estado de S. Paulo.
A segunda fase da sua obra, em que retoma a actividade de pintor, data do final da década de 1970. Em 1978 algumas das suas obras do período surrealista foram apresentadas em Londres na exposição Portuguese Art since 1910, o que poderá ter acentuado o desejo de regresso à prática artística. Nesta segunda fase as suas pinturas transmitem um universo onírico, traduzido em composições com temas ligados à cultura clássica e à mitologia (sereias, por exemplo), memórias e referências aos Açores; às tradições religiosas ou místicas; mas também referenciando a própria história da arte (Goya por exemplo). Expôs novos trabalhos pela primeira vez em 1983 (Galeria 111, Lisboa). Em 1984 recebeu o prémio AICA, Lisboa. Em 1988 a sua obra foi apresentada de forma extensiva no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, em Lisboa, e na Casa de Serralves, Porto. No final da vida, em 1989, iniciou o projecto da decoração da estação de Metro do Cais do Sodré, que não terminou devido a problemas de saúde, sendo o trabalho concluído por Pedro Morais. Dedicou-se também à poesia, sendo autor de A Cal dos Muros.
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Texto baseado no artigo da Wikipédia (António Dacosta) e no livro de Tânia Saraiva, António Dacosta, colecção «Pintores Portugueses», Quidnovi, 2010.
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António Dacosta (3 November 1914 in Angra do Heroísmo, Azores, Portugal – 2 December 1990, Paris, France) was a Portuguese painter, poet and art critic and a pioneer of the surrealistic movement in Portugal. In 1935 left the Azores to attend the Escola de Belas Artes (School of Fine Arts) in Lisbon. He displayed his first paintings at Casa Repe in 1940 along with António Pedro and an English sculptor, Pamela Boden. He also showed at the annual national Salon of Modern Art where he won the Amadeo de Souza-Cardoso Prize in 1942. Many of his surrealist paintings were lost in a fire in 1944 in the studio where he was working. In 1947, the French government awarded him a grant to spend a year in Paris, where he stayed for the rest of his life. He progressively stopped painting but nonetheless in 1948 sent two paintings to the Surrealist Group Show in Lisbon. In 1952, his first successful one-man show was held at the Galeria de Março in Lisbon. By 1953, he was no longer painting and he became a reporter for a Brazilian newspaper O Estado de São Paulo, In the year 1969 Dacosta attended a retrospective of his works from 1939 to 1948 at the Galeria Buchholz in Lisbon and in 1978 some of his paintings were included in the show Portuguese Art since 1910 at the Royal Academy of London, that he visited with his friend and fellow-artist, Júlio Pomar. Rediscovering his earlier works at this show perhaps gave him an impetus to return to painting. In the mid-1970s he stopped sending his articles to Brazil and, thanks to a grant from the Calouste Gulbenkian Foundation, became free to paint. His new paintings were inspired by his childhood memories of Azores, as well as pagan and religious traditions. In 1983 a one man show at Galeria 111 in Lisbon revealed his recent paintings. He was awarded the national art prize by the Portuguese art critics’ association in 1984 and honoured with the Grand Cross of the Order of Merit by Portuguese President, Mário Soares, in 1988. In 1989 he began a series of drawings to decorate the walls of Cais do Sodré, a new subway station in Lisbon. However due to increasing bad health painting became difficult and the commission was completed under the auspices of his friend and fellow artist Pedro Morais and inaugurated in 1998. Dacosta dedicated much of his later years to poetry. His poems were published posthumously in 1994 as A Cal dos Muros (Chalk on the Wall).
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Text based on the Wikipedia article: António Dacosta.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Frei Cipriano da Cruz (c.1645-1716)

Sagrada Família (1704-1707)
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S. Miguel (Museu Nacional de Machado de Castro)
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com Pascoal de Sousa (pintor), Santa Gertrudes Magna (1685-1692)
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com Luís Oliveira (pintor), Santa Catarina (1691-1692)
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Pietá (Museu Nacional de Machado de Castro)
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«Frei Cipriano da Cruz foi um dos escultores portugueses mais importantes da sua época. Em 1676 ingressou, como irmão leigo no Mosteiro de Tibães, da Ordem de São Bento, tendo tomado o hábito alguns anos mais tarde (entre 1683 e 1685); foi aí que morreu, após uma vida dedicada à produção de imagens em madeira, pedra e barro (...). Entre as suas obras destaquem-se, por exemplo: São Miguel Arcanjo, MNMC, Coimbra; Imagem de Santa Catarina, Capela de S. Miguel, Coimbra; Pietá ou Nossa Senhora da Piedade, 1685-1690, madeira policromada, MNMC, Coimbra.»
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Cf. Wikipedia.
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Brother Cipriano da Cruz was one of the most important Portuguese sculptors of his time. In 1676 he joined, as a lay brother in the monastery of Tibães, of the order of St. Benedict, having taken the habit a few years later (between 1683 and 1685); It was there he died, after a life dedicated to the production of images in wood, stone and clay (...). Among his works include, for example: St. Michael the Archangel, MNMC, Coimbra; Image of Santa Catarina Chapel of s. Miguel, Coimbra; Pieta or Nossa Senhora da Piedade, 1685-1690, polychrome wood, MNMC, Coimbra.»

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Cristiano Cruz (1892-1951)

Auto-retrato (1916, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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O semeador (Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Cena de Guerra (1916-1918, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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O rebentar das granadas (Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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S/título (Senhoras à mesa) (c. 1919, CAM - Centro de Arte Moderna)
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Christiano Alfredo Sheppard Cruz nasceu em Leiria a 6 de Maio de 1892. Após concluir o curso dos liceus em Coimbra, foi com a família para Lisboa, para estudar Medicina Veterinária, e foi durante os seus anos de estudante na capital (1910-1915) que produziu uma inovadora obra gráfica humorista, publicando regularmente, até 1913, desenhos em vários jornais. Participando na fundação da Sociedade de Humoristas Portugueses, expôs no 1º e no 2º Salão dos Humoristas (1912 e 1913) no Grémio Literário (Lisboa). A partir de 1915, ano em que concluiu a licenciatura, Christiano dedicou-se cada vez mais à pintura, trilhando um caminho que se consolidou no período final da sua produção, entre 1916 e 1919. 
Em Janeiro de 1917, foi para França com o Corpo Expedicionário Português, que combateu na frente ocidental da Grande Guerra, com o posto de tenente médico. No sector português, preencheu um álbum com croquis de situações quotidianas, intitulado "Cenas de Guerra", e produziu pequenos guaches sobre cartão. Em 1918, veio a Lisboa para apresentar a sua tese de doutoramento em Medicina Veterinária; só regressou definitivamente ao país no final do ano, depois do Armistício. 
No ano de 1919, decidiu abandonar a actividade artística, partindo para Lourenço Marques, com o intuito de se dedicar à medicina veterinária. Em 1951, foi transferido, por motivos políticos, para Angola, como veterinário-chefe da província do Bié. Morreu poucos meses depois, em Silva Porto (Angola), a 21 de Outubro de 1951.
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e «Cristiano Cruz» in Wikipédia -
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Christiano Alfredo Sheppard Cruz was born in Leiria on May 6, 1892. After completing high-school in Coimbra, went with the family to Lisbon to study veterinary medicine, and it was during his years as a student in the Portuguese capital (1910-1915) that he produced an innovative humoristic graphic work, regularly publishing, until 1913, drawings in several newspapers. Participating in founding the society of Portuguese Humorists, he exhibited on the 1st and the 2nd Hall of Humorists (1912 and 1913) in the Literary Guild (Lisbon). From 1915, the year he completed his degree, Christiano devoted himself increasingly to painting, treading a path which was consolidated in the final period of his production, between 1916 and 1919.
In January 1917, he went to France with the Portuguese Expeditionary Corps, which fought on the Western front in the Great War, with the rank of Lieutenant Medic. In that period, he filed an album of sketches of everyday situations, titled "scenes of War", and produced small gouaches on cardboard. In 1918, he went to Lisbon to present his doctoral thesis in veterinary medicine; just returned definitely to his home country at the end of the year, after the Armistice.
During the year of 1919, he decided to abandon the artistic activity, departing to Lourenço Marques (Mozambique) in order to devote himself to veterinary medicine. In 1951, he was transferred, for political reasons, to Angola, as Chief Veterinary Officer of the province of Bié. He died a few months later, in Silva Porto (Angola), on the October 21, 1951.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Maria Keil (1914-2012)

Menina sentada (1938, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Figurino "Astrólogo" do bailado " Lenda das Amendoeiras", pela , Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro da Trindade. 1940 (Museu Nacional do Teatro)
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Bar dos cavalos (1955)
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Projecto (painel de azulejos "O Mar" para a avenida Infante Santo, Lisboa) (1956-1958, Museu Nacional do Azulejo)
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Maria Keil (Maria Pires da Silva Keil do Amaral) nasceu em Silves, a 9 de Agosto de 1914. Pertencente à 2ª geração de pintores modernistas portugueses, a sua obra é vasta e diversificada, abarcando pintura, desenho, ilustração, azulejo, design gráfico e de mobiliário, tapeçaria, cenografia, etc. Destacou-se sobretudo como ilustradora e também como desenhadora de azulejos, contribuindo para a renovação do azulejo contemporâneo em Portugal. Em 1929, com quinze anos, veio para Lisboa, onde frequentou a Escola de Belas Artes, tendo sido aluna de Veloso Salgado. Em 1933, casou com o arquiteto Francisco Keil do Amaral e dois anos mais tarde nasceu o seu único filho, Francisco. No ano de 1936, tornou-se membro do ETP (Estúdio Técnico de Publicidade, formado por José Rocha), estabelecendo amizade com Carlos Botelho, Fred Kradolfer, Ofélia Marques e Bernardo Marques. No ano imediato faz uma estadia em Paris durante a construção do Pavilhão da Exposição Internacional de Paris (de que Keil do Amaral era arquitecto), para o qual realizou o motivo decorativo na Sala IV – Ultramar (Salle IV – Outremer). Expôs individualmente, pela primeira vez, em 1939, na Galeria Larbom, uma loja de móveis da Rua do Ouro, Lisboa. Nesse mesmo ano participou na IV Exposição de Arte Moderna do S.P.N. e recebeu o Prémio de Revelação Souza-Cardoso, em 1941. Entretanto, em 1940, concebeu cenários e figurinos para o bailado Lenda das Amendoeiras, apresentado no espetáculo de estreia da Companhia de Bailado Verde Gaio. Entre 1946 e 1956 participou nas Exposições Gerais de Artes Plásticas (SNBA), tendo realizado, em 1945 e 1955, exposições individuais. No domínio do azulejo, deve-se destacar o painel de azulejos O mar, na Avenida Infante Santo, em Lisboa; bem como a extensa colaboração para as estações do Metropolitano de Lisboa (1957-1972). No ano de 1980, foi agraciada com o grau de Comendador da Ordem Militar de Santiago da Espada e, em 2013, o Museu da Presidência da República organizou, no Palácio da Cidadela de Cascais, em parceria com a Câmara Municipal de Cascais, a exposição De propósito - Maria Keil, obra artística, apresentando uma visão retrospectiva e abrangente dos seus trabalhos.
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Cf. Wikipedia.
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Maria Keil (Maria Pires da Silva Keil do Amaral) was born in Silves, in August 9th 1914. She belongs to the Portuguese modernist painters second generation, and she is the author of a long and diversified work, that includes painting, drawing, illustration, tile designing, graphic design, furniture design, tapestry, scenography, etc. She became specially famous for her work has a illustrator, but also as a tile designer, having contributed to the renovation of the contemporary tile art in Portugal. In the year of 1929, being 15 years old, she went to live in Lisbon, where she attended the Art School and was the a pupil of the painter Veloso Salgado. In 1933, she married the architect Francisco Keil of the Amaral, and two years to later was born to their only son, Francisco. In 1936, she became member of the ETP (Publicity Technical Studio), formed by Jose Rocha, and became friends to other artists like Carlos Botelho, Fred Kradolfer, Ofélia Marques and Bernardo Marques. On the next year she spent some time in Paris, during the construction of the Portuguese Pavilion at the International Paris Exhibit, to which she created the decorative motif for the IVth room - Oversea. Maria Keil exhibited her work, for the first time, in 1939, at the Larbom Gallery, a furniture shop in Rua do Ouro (Lisbon). At the same to year, she took part of the IVth Modern Art Exhibition of SPN (National Propaganda Secretariat) and received the prize Souza-Cardoso, in 1941, at another SPN exhibit. Meanwhile, in 1940, she conceived sceneries and figurines to the dance show Legend of the Almond trees, which was presented at the opening of the Company of Bailado Verde Gaio. In the years of 1946 and 1956, she participated at the General Expositions of Arts (at Fine Arts National Society, Lisbon). As a tile art designer, one has to enhance the tile panel The sea, that is located at the Infant Santo Avenue (Lisbon), as well as the works that she made for the decorations of the Lisbon subway stations (1957-1972). In the year of 1980, Maria Keil received the state decoration of “Comendador” of the Military Order of Santiago e Espada, and, in 2013, it was held a retrospective exhibition of her work, organized by the Museum of the Presidency of the Republic and the City Council of Cascais, entitled On purpose - Maria Keil, artistic work.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Nikias Skapinakis (n. 1931)

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«Nikias Skapinakis, de ascendência grega, nasceu em Lisboa em 1931.
Frequentou o curso de arquitetura, que abandonou para se dedicar à pintura, atividade que manteve regularmente até ao presente.
Começou por expor em 1948, nas Exposições Gerais de Artes Plásticas e, desde então, realizou inúmeras exposições individuais e participou em diversas exposições coletivas, em Portugal e no estrangeiro.
Além da pintura a óleo (a sua atividade dominante), dedicou-se à litografia, serigrafia e ilustração de livros. Entre outras obras, ilustrou Quando os Lobos Uivam, de Aquilino Ribeiro (Bertrand, 1958) e Andamento Holandês, de Vitorino Nemésio (Imprensa Nacional, 1983). 
Em 1963 obteve a Bolsa Malhoa da Sociedade Nacional de Belas-Artes e em 1976 foi-lhe concedido um subsídio para investigação pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Em 1985, o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian mostrou uma exposição antológica da sua pintura, completada com uma retrospetiva da sua obra gráfica e guaches na Sociedade Nacional de Belas-Artes, no mesmo ano.
Em 1990 foi-lhe atribuído o prémio AICA/SEC, instituído pela Associação Internacional dos Críticos de Arte e a Secretaria de Estado da Cultura.
Em 1996, o Museu do Chiado organizou a exposição intitulada Para o Estudo da Melancolia em Portugal. Retrospectiva de Retratos, 1955-1974.
Em 2000, o Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves apresentou a exposição antológica Prospectiva 1966-2000.
Em 2005 foi-lhe atribuído o Grande Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, instituído pela Câmara Municipal de Amarante, e realizou um painel em cerâmica para o Metropolitano de Lisboa.
Em 2006, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva apresentou a série de pinturas Quartos Imaginários baseada nos quartos de dormir e ateliers de diversos pintores e poetas e foi-lhe atribuído o Prémio de Arte Casino da Póvoa.
Em 2007 foi realizado para a televisão O Teatro dos Outros, um filme documental de Jorge Silva Melo sobre o conjunto da sua obra.
Em 2009 realizou no Centro Cultural de Cascais a exposição Desenho a preto e branco e a cores, abrangendo a sua obra gráfica entre 1958 e 2009. 
Tem publicado textos de intervenção crítica em diversos jornais e revistas.
Vive e trabalha em Lisboa.»
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Cf.: Nikias Skapinakis. Presente e Passado. 2012-1950, Museu Coleção Berardo.
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«Nikias Skapinakis was born in Lisbon in 1931 to Greek parents.
He studied architecture, which he abandoned for painting, an activity he continues to develop to this day.
He started exhibiting in 1948 at the Exposições Gerais de Artes Plásticas and since then has held countless solo exhibitions and participated in various collective exhibitions in Portugal and abroad.
Besides oil painting (his preferred genre), he has worked in lithography, serigraphy and book illustration. Among others, he has illustrated Quando os Lobos Uivam by Aquilino Ribeiro (Bertrand, 1958) and Andamento Holandês by Vitorino Nemésio (Imprensa Nacional, 1983).
In 1963, he obtained the Bolsa Malhoa from the Sociedade Nacional de Belas-Artes and in 1976 he was awarded a research grant by the Fundação Calouste Gulbenkian.
In 1985, the Modern Art Centre (CAMJAP) of the Fundação Calouste Gulbenkian showed an anthological exhibition of his paintings, completed by a retrospective of his graphic art and gouaches at the Sociedade Nacional de Belas-Artes in the same year.
In 1990, he was awarded the AICA/SEC prize by the International Association of Art Critics (AICA) and the Secretary of State for Culture.
In 1996, the Museu do Chiado organised an exhibition of his work entitled Para o Estudo da Melancolia em Portugal. Retrospectiva de Retratos, 1955-1974.
In 2000, the Museu de Arte Contemporânea of the Fundação de Serralves presented the anthological exhibition Prospectiva 1966-2000.
In 2005, he was awarded the Grande Prémio Amadeo de Souza-Cardoso by the Amarante Municipal Council and completed a ceramic panel for the Lisbon metro.
In 2006, the Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva presented the series of paintings Quartos Imaginários based on the bedrooms and studios of various painters and poets and he was awarded the Prémio de Arte Casino da Póvoa.
In 2007, a television documentary about his work – O Teatro dos Outros - was produced by Jorge Silva Melo.
Em 2009, the Centro Cultural de Cascais held the exhibition Desenho a preto e branco e a cores covering his graphic art produced between 1958 and 2009.
He has published critical essays in various newspapers and magazines.
He lives and works in Lisbon.»
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See more at: http://en.museuberardo.pt/exhibitions/nikias-skapinakis-presente-e-passado-2012-1950#sthash.Hn0pKLfr.dpuf

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Jorge Segurado (1898-1990)

Casa da Moeda (1933-1941, Lisboa)
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Colégio de Santa Doroteia (1935-1957, Lisboa)
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Capela de São Gabriel (1951, Torres Novas)
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Pousada do Infante (1960, Sagres)
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Tentações de Sábio Computador (1976, Centro de Arte Moderna)
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Filho do engenheiro João Emílio Segurado, frequentou o Liceu Pedro Nunes e, em 1913, inscreveu-se no Curso Preparatório da Escola de Belas-Artes de Lisboa, seguido, em 1918, pelo Curso Especial de Arquitetura, que concluiu em 1924. Discípulo, nas Belas Artes, de José Luís Monteiro, trabalhou no atelier de Tertuliano de Lacerda Marques e na Caixa Geral de Depósitos, com Pardal Monteiro. Uma das suas primeiras obras (com Carlos Ramos e Adelino Nunes) foi o Liceu Júlio Henriques (actual Escola Secundária José Falcão), em Coimbra (1929-1931). Em 1930, participou no I Salão dos Independentes (SNBA) e, no ano seguinte, fez uma viagem pela Europa que lhe permitiu conhecer a Alemanha, a Holanda e a França, visitando a Exposição Colonial Internacional de Paris. Nos anos 30, realizou projectos de teor modernista, sendo de destacar, para além da Galeria UP, de António Pedro (1933) e do Liceu D. Filipa de Lencastre (1932-1940), o edifício da Casa da Moeda (1933-1941) - estes dois últimos projectos em colaboração com António Varela. Na década seguinte adoptou modelos estéticos de cariz mais conservador e historicista, observáveis nos projectos do Colégio de Santa Doroteia (1935-1957), na sua própria habitação na Rua de São Francisco Xavier, em Lisboa (Prémio Valmor de 1947), ou mesmo na remodelação do Hotel de Santa Luzia, para o qual concebeu o mobiliário (1947-1956). Entretanto, em 1941, foi condecorado Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e, em 1948, Comendador da Ordem Militar de Cristo. No período seguinte, regressou a um estilo mais moderno, que alternou ou procurou conciliar com a linguagem tradicional. Projectou a Capela de São Gabriel em Torres Novas (1951), que ostenta um vitral de Almada Negreiros – pintor de quem era amigo e que também desenhou uma tapeçaria para decorar o Salão do Hotel de Santa Luzia. Contam-se ainda as obras da Estação Agronómica Nacional (1963), da Fábrica de Fogões Portugal (Oeiras), a Pousada de Sagres (1960), e os “Blocos Amarelos”, na Avenida do Brasil, em Lisboa (1954-1963), projectados em coloboração com o filho, o arquitecto João Carlos Segurado. Para além do trabalho como arquitecto, foi também investigador em temas ligados à história, à arte e à arquitetura portuguesa, podendo citar-se, como exemplo, as livros Francisco d’Ollanda (1970) e Mário Eloy, pinturas e desenhos (1982). Foi igualmente autor de desenhos, de teor surrealista, como é o caso de Tentações de Sábio Computador (1976, CAM-FCG), tendo feito uma exposição de desenhos, em 1979, no Diário de Notícias.
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Bibliografia:
FERNANDES, José Manuel, Arquitectos Segurado, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2011.
GALVÃO, Andreia, A Caminho da Modernidade. A travessia portuguesa, ou o caso da obra de Jorge Segurado como um exemplo de complexidade e contradição na arquitectura (1920-1940), Universidade Lusíada, Lisboa, 2003 (Dissertação de Doutoramento).
SANTOS, Pedro Rafael Pavão dos, Jorge Segurado. Um arquitecto moderno de casas e sonhos na República, Ditadura Militar e Estado Novo, FCSH-UNL, 2009 (Dissertação de Mestrado).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Segurado (consulta da 16/1/2015)
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Son of the engineer João Emilio Segurado, he studied at the secondary school Pedro Nunes and, in 1913, he was enrolled in the Lisbon School of Fine-Art Preparatory Course, followed, in 1918, for the Special Course of Architecture, that he concluded in 1924. Disciple, at the Fine Arts School, of the architect José Luis Monteiro, Segurado later worked in the studio of Tertuliano de Lacerda Marques and in the designing of de bank Caixa Geral de Depósitos, with Pardal Monteiro. One of his first works (with Carlos Ramos and Adelino Nunes) was the secondary school Liceu Júlio Henriques (currently named school Jose Falcão), in Coimbra (1929-1931). In 1930, it participated in the I Hall of Independents (SNBA) and, in the following year, he made a trip through Europe that allowed him to visit Germany, Holland and France, visiting the Paris International Colonial Exposition. During the 1930 decade, he carried through architectural projects in the modernist style, for example the Gallery UP of António Pedro (1933), the secondary school D. Filipa de Lencastre (1932-1940), the Casa da Moeda (1933-1941) - these two last projects in teamwork with António Varela. On the following decade he adopted a more conservative approach, that can be observed in the projects of the College of Santa Doroteia (1935-1957), in his own house at the Street of São Francisco Xavier, in Lisbon (Valmor Prize of 1947), or in the remodeling of the Hotel Saint Luzia, in Viana do Castelo, for which he also planned the furniture and decoration (1947-1956). In the year of 1941, he was decorated Official of the Military Order of Sant'Iago e Espada and, in 1948, he was made Comendador of the Military Order of Christ. In the following period, Segurado returned to a more modern manner, that he still conciliated with a traditional style. He projected the Chapel of São Gabriel in Torres Novas (1951), that exhibits a stained glass drawn by Almada Negreiros – a painter that was his friend and that also drew a tapestry to decorate the Hall of the Hotel of Saint Luzia. Later works include the workmanships of the Estação Agronómica Nacional (1963), Portugal Stoves Factory (Oeiras), the Inn of Sagres (1960), and the buildings “Yellow Blocks”, in the Avenue of Brazil, in Lisbon (1954-1963), projected with his son, the architect João Carlos Segurado. Further than the labor as an architect, Segurado also worked in Portuguese history and art investigation, and was the author of books on those subjects, as, for example: Francisco d' Ollanda (1970) and Mário Eloy, paintings and drawings (1982). He was equally author of drawings of surrealist thematic, as is the case of Temptations of Wise Computer (1976, CAM-FCG), having made an exhibit of this drawings, in 1979, at the gallery of the newspaper Diário de Notícias.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Helena Roque Gameiro (1895-1986)

O atelier da casa (1910)
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Crisântemos (1916, Museu José Malhoa)
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Óbidos (1916, Museu Grão Vasco)
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Casal (1921, Museu Grão Vasco)
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Rua das Olarias - Viana do Alentejo (1922, Museu Grão Vasco)
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«Pintora e professora de Artes Decorativas nasceu em 2 de Agosto de 1895, em Lisboa, e faleceu também na capital em 26 de Abril de 1986. Filha de Alfredo Roque Gameiro e de Maria da Assunção de Carvalho Forte Roque Gameiro casou com o realizador de cinema José Leitão de Barros. Durante 25 anos foi professora da Escola de Artes Decorativas António Arroio, sendo distinguida por essa actividade como Grande Oficial da Ordem de Instrução Pública. Para além da docência nessa escola foi professora particular de inúmeras discípulas. Conjuntamente com os seus irmãos Raquel e Manuel, participou, em 1911, na exposição realizada no atelier de seu pai na rua D. Pedro V. Figurou com aguarelas em diversas exposições da S.N.B.A. (1913, 1915, 1924, 1925). Na Décima Exposição em 1913, recebeu menção honrosa na Secção de Aguarela. Participou na primeira Exposição de Aguarela da S.N.B.A., em 1914. Em 1917, obteve a primeira medalha na Secção de Aguarela na Terceira Exposição de Aguarela, Desenho e Miniatura. Acompanhou o seu pai ao Rio de Janeiro e a S. Paulo, em 1920, obtendo assinalável êxito. Em Maio de 1922, Helena Roque Gameiro organizou uma exposição de Arte Aplicada e em Janeiro de 1923 apresentou-se de novo ao público. Participou na Exposição de Arte organizada em Junho de 1925 em honra do Congresso para o Progresso das Ciências. Em 1933 expôs, no Porto, com Alfredo e Raquel Roque Gameiro. Após a morte de seu pai, em 1935, esteve longos anos sem expor, sabendo-se que realizou uma mostra de aguarelas, em Fevereiro de 1947, no estúdio do S.N.I.. Vários museus nacionais e internacionais possuem obras de sua autoria entre os quais destacamos para além do M.N.A.C.-M.C., o Museu de José Malhoa, nas Caldas da Rainha, o Museu Grão Vasco, em Viseu, e o Museu de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro. As flores são o referente dominante da sua pintura.»
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Helena Roque Gameiro - Matriznet.
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Painter and teacher of Decorative Arts, she was born on August 2nd 1895, in Lisbon, and passed away also in Lisbon on April 26 1986. Daughter of Alfredo Roque Gameiro and of Maria da Assunção de Carvalho Forte Roque Gameiro, she married the movie director José Leitão de Barros. For 25 years she teached at the António Arroio Decorative Arts School, and for that she was distinguished as a "Grande Oficial da Ordem de Instrução Pública" (Grand Officer of Public Teaching). Together with her brothers Raquel e Manuel, she enrolled in 1911 at the exhibit at his father's studio on D. Pedro V's street. She presented many watercolors on several S.N.B.A. exhibits (1913, 1915, 1924, 1925). On the 10th Exhibit, in 1913, she was awarded with a "Honor Mention" on the Watercolor section. She also participated in the first Watercolor S.N.B.A. Exhibit in 1914. In 1917, she got her first Medal on the Watercolor Section of the Third Watercolor, Drawing and Miniature Exhibit. She accompanied his father to Rio de Janeiro and S. Paulo in 1920, with notable success. In May 1922, Helena Roque Gameiro organized an Applied Arts Exhibit and in January 1923 her work made several public appearances. She participated at the Art Exhibit made in June 1925 honoring the Congress for Sciences' Advances, and in 1933 she exhibited together Alfredo and with Raquel at Oporto. After her father's demise in 1935, she refrained from her work's presentation for many years, although she still exhibited several watercolors in February 1947 at the S.N.I. studio. Many portuguese and international museums possess her works, namely the M.N.A.C.-M.C. in Lisbon, the José Malhoa Museum at Caldas da Rainha, the Grão Vasco Museum in Viseu, and Rio de Janeiro's "Museu de Arte Contemporânea". Flowers are a predominant reference in all her paintings.

domingo, 26 de outubro de 2014

Marques de Oliveira (1853-1927)

Retrato de Silva Porto (estudo) (1876, Museu Nacional de Soares dos Reis)
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Praia de Banhos, Póvoa de Varzim (1884, Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado)
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Um trecho do rio Vizela (1886, Museu Nacional de Soares dos Reis)
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À espera dos barcos (1892, Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado)
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O Sena em Paris (1906, Museu de Grão Vasco)
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Nascido no Porto, em 23 de Agosto de 1853, Marques de Oliveira começou a sua aprendizagem artística com António José da Costa, matriculando-se, em 1864, na Academia Portuense de Belas Artes. Aí frequentou o curso de Pintura de História, concluído em 1873, tendo como mestre João António Correia. Entre 1873 e 1879, estudou em Paris como pensionista do Estado, juntamente com Silva Porto. Foi aluno de Cabanel e de Yvon, fez visitas à Bélgica, Holanda, Inglaterra e Itália. De todos os artistas com cuja obra tomou contacto nesta época, foi sem dúvida Corot o pintor que mais o marcou, como se pode verificar em algumas das suas paisagens (cf. Um trecho do rio Vizela). Na década de 70, concorreu aos Salons de 1876 e 1878, e apresentou obras nas Exposições Trienais da Academia Portuense de Belas Artes. De regresso a Portugal (1879), foi nomeado Académico de Mérito da Academia e, em 1881, substituiu Tadeu Furtado, na cadeira de Desenho Histórico, para a qual foi nomeado oficialmente em 1882. Em 1895, foi transferido para a cadeira de Pintura Histórica, em substituição de João António Correia e nela se manteve até 1926. Foi ainda durante algum tempo Director da mesma Academia. À semelhança de Silva Porto, foi um dos principais elementos na introdução do Naturalismo em Portugal. A sua obra compõe-se de pintura em diversos temas, maioritariamente paisagens, pintura histórica, retratos e cenas de género, mas também realizou pintura decorativa e ilustração para revistas e livros. Colaborou na fundação do Centro Artístico Portuense (1880) e do seu órgão A Arte Portuguesa, que se manteve em actividade até 1883, e em cujas exposições (1881 e 1882) participou como artista e como organizador. Mais tarde, organizou, juntamente com António José da Costa, Júlio Costa e Marques Guimarães, as Exposições d’Arte, que tiveram lugar no Ateneu Comercial do Porto, entre 1887 e 1895, anualmente. Para além destes certames, esteve presente em numerosas exposições, sobretudo no Porto e Lisboa, mas também em Madrid.
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Resumo do texto do Matriznet (link).
Cf. Maria da Assunção Oliveira Costa Lemos, Marques de Oliveira (1853-1927) e a cultura artística portuense do seu tempo, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, 2005.
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João Marques de Oliveira (Porto, 1853-1927) was a Portuguese naturalist painter. He studied in the Academy of Fine Arts in Porto and in 1873 travelled to France with is colleague António Silva Porto, where they studied with academical painters Adolphe Yvon and Alexandre Cabanel. They became familiar with the French naturalist school of painting. They both introduced naturalism to Portugal when they returned in 1879.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Alfredo Roque Gameiro (1864-1935)

Vaso (Lepizig, 1884)
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Provando o jantar (1909, Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Onda
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Ericeira - Arribas do Mar (Museu Grão Vasco, Viseu)
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São Sebastião - Ericeira (Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Alfredo Roque Gameiro nasceu em Minde (Porto de Mós), a 4 de Abril de 1864. Nessa localidade viveu os anos iniciais da sua vida e fez as primeiras aprendizagens. Com cerca de 10 anos mudou-se para Lisboa, cidade onde também habitava o irmão Justino, que era o proprietário da Litografia Guedes. Roque Gameiro foi aluno do Colégio Académico Lisbonense e, simultaneamente, entrou como aprendiz na oficina de litografia Castro e Irmão, transitando depois para a oficina do seu irmão. Nos anos de 1881-1882, é possível que também tenha frequentado o ensino noturno da Escola de Belas-Artes de Lisboa e terá sido nesta época que conheceu o ilustrador Manuel de Macedo (1839-1915), de quem foi discípulo e colaborador. No início de 1884, recebeu uma bolsa do Estado, para aperfeiçoamento da técnica de litografia, tendo frequentado, durante dois anos, a Escola de Artes e Ofícios de Leipzig. Na Alemanha, teve como mestre o pintor e gravador Ludwig Nieper (1826-1906) e trabalhou na litografia Meissner & Buch. Regressado a Portugal, tornou-se diretor das oficinas litográficas da Companhia Nacional Editora e foi também desenvolvendo outras vertentes artísticas, como pintor, sobretudo de aguarela, e ilustrador. Em 1888, Roque Gameiro casou-se com Maria da Assunção Carvalho, de quem teve cinco filhos: Raquel (1889-1970), Manuel (1892-1944), Helena (1895-1986), Maria Emília (Mámia) (1901-1996) e Ruy (1907-1935). Nesse mesmo ano, colaborou como ilustrador no Álbum de Costumes Portugueses, editado por David Corazzi (1845-1896). Como pintor teve presença assídua nas exposições do Grémio Artístico, entre 1891 e 1898, sendo muito premiado. Em 1894, foi nomeado professor da Escola Industrial do Príncipe Real, cargo onde se manteve durante algum tempo e, quatro anos depois, em 1898, decidiu construir uma casa no Alto da Venteira, a qual, cerca de 1900, teve uma ampliação concebida pelo arquiteto Raúl Lino (1879-1974), que era amigo do artista. Com a entrada no século XX, a carreira do artista foi conquistando maior notoriedade, alcançando prémios fora de Portugal (Paris e Rio de Janeiro). Entre 1900 e 1904, iniciou uma das suas melhores obras como ilustrador: As Pupilas do Senhor Reitor de Júlio Dinis (livro de 1866). O artista apresentou-se na Sociedade Nacional de Belas-Artes (herdeira do Grémio Artístico e fundada em 1901), tendo sido premiado com uma medalha de honra em 1910. No ano de 1911, a 9 de Novembro, inaugurou o seu atelier na Rua D. Pedro V, em Lisboa. Nesse espaço, criou, com os filhos Raquel, Helena e Manuel, um atelier-escola, onde eram ministrados cursos de aguarela e desenho e, para a inauguração, foi realizada uma exposição. Oito anos depois (1919), foi fundada a Escola de Arte Aplicada de Lisboa (actual Escola de Artes Decorativas António Arroio) e Roque Gameiro foi o seu primeiro diretor (até 1930). Bastante importante para a carreira do artista foi o ano de 1920, quando realizou, com a filha Helena, uma exposição no Rio de Janeiro e São Paulo, que obteve grande sucesso. Numa sequência de êxitos, em 1923, participou na Exposição Coletiva de Aguarelistas Portugueses em Madrid, e foi eleito membro da Real Academia de Belas-Artes de São Fernando, de Madrid. Entretanto, em 1926, voltou a viver em Lisboa, tendo comprado uma casa em Campolide. No ano de 1934, foi nomeado Cidadão de Lisboa, cidade onde faleceu a 5 de Agosto de 1935.
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BIBLIOGRAFIA: AA VV. 1964. Exposição Comemorativa do 1.º Centenário de Roque Gameiro. Lisboa (4 de Abril); AA VV. 1997. A Casa de Roque Gameiro, na Amadora. Amadora: Câmara Municipal da Amadora; AA VV. 2014. Alfredo Roque Gameiro. Retorno à Casa da Venteira. Amadora: Câmara Municipal da Amadora; ABREU, Maria Lucília. 2005. Roque Gameiro, O Homem e a Obra. Lisboa: ACD Editores; BARROS, Teresa Leytão de. 1946. Exposição Retrospectiva da Obra de Roque Gameiro. Lisboa; GAMEIRO, Maria Alzira Roque, FRAGOSO, Margarida (coord.). 2014. Roque Gameiro – o Mar, a Serra, a Cidade. Minde: Casa de Artes e Ofícios Roque Gameiro - Museu de Aguarela Roque Gameiro; PEREIRA, Fernando António Baptista (coord.). 2009. Roteiro do Museu de Aguarela Roque Gameiro. Minde: Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro.

Internet: http://pt.wikipedia.org/wiki/Roque_Gameiro

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Carlos Botelho (1889-1982)

Baiucas de Lisboa (1932, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Interior (1937, Centro de Arte Moderna - Fundação Calouste Gulbenkian)
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Nova York, Rua 53 (1939, Centro de Arte Moderna - Fundação Calouste Gulbenkian)
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Barcos (1948, Centro de Arte Moderna - Fundação Calouste Gulbenkian)
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Filho de pais músicos, Carlos Botelho nasceu em Lisboa, a 18 de Setembro de 1899. Frequentou o Liceu Pedro Nunes e estudou violino, instrumento que continuou a tocar ao longo da vida. Em 1919, entrou na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, desistindo dois anos depois. No ano de 1922, casou-se com Beatriz Santos Botelho, de quem teve dois filhos. Depois de alguns êxitos em concursos de cartazes, a partir de 1926 dedicou-se às artes gráficas, ilustração, desenho de humor e banda desenhada. Fez com regularidade páginas de BD para o semanário infantil ABC-zinho; e em 1928 iniciou a página humorística «Ecos da Semana», no semanário Sempre Fixe. No ano de 1929, passou uma temporada em Paris, onde frequentou as Academias Livres Grande Chaumière e Colarossi. Como pintor, realizou uma primeira exposição individual, em 1932, no Salão Bobone, em Lisboa, tendo sido aclamado pela crítica. A partir de 1937 integrou a equipa de decoradores do S.P.N. (Secretariado de Propaganda Nacional) encarregues da realização dos pavilhões de Portugal em exposições internacionais, tendo também feito parte do grupo de artistas que colaborou na Exposição do Mundo Português, em 1940. Obteve diversos prémios, salientando-se o 1º Prémio de Pintura na Exposição Internacional de Arte Contemporânea, em São Francisco (E.U.A.) (1939). Em 1969, reformou-se das suas funções nos Serviços Técnicos do S.N.I. (ex-S.P.N.). Como pintor, expôs com regularidade até 1979, ano da sua última exposição, na Galeria 111, em Lisboa. Para além das paisagens urbanas, também efectuou retratos e cenas quotidianas. Faleceu a um mês de fazer 83 anos, a 18 de Agosto de 1982, em Lisboa.
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Informação coligida na Matriznet e Wikipedia.
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Carlos Botelho (September 18, 1899, Lisbon - August 18, 1982, Lisbon), was a Portuguese painter, illustrator and caricaturist. He was an only child to parents who were musicians, and it was music that dominated his childhood. He attended secondary school at the Pedro Nunes Grammar School, in Lisbon and in the year 1919, he enrolled in the Lisbon School of Fine Arts, which he abandoned after a short time. He married Beatriz Santos Botelho in 1922. In the year 1928 he started a comic page in the weekly publication Sempre Fixe. Next year (1929), he lived for some time in Paris, where he attended the Free Academies like the Grande Chaumière. Throughout the 1930s, Botelho had several stays abroad, working on the Portuguese participation in major international exhibitions. From 1937 on he was a member of the SPN (Secretariat for National Propaganda) team of decorators charged with producing the Portugal pavilions at the exhibition of Paris, New York and San Francisco. In 1939 he winned 1st Prize at the International Contemporary Art Exposition, San Francisco, USA, and in 1940 he became a member of the decorating team for the Portuguese World Exhibition, Lisbon. Botelho exhibited his work in numerous solo and group exhibitions.
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From Wikipedia.