sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Gregório Lopes (c. 1490 - 1550)

Assunção (Séc. XVI, Museu da Música)
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Fuga para o Egipto (1527, MNAA)
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Anunciação (1539-1541, MNAA)
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Gregório Lopes (c. 1490 - 1550) foi um pintor português da primeira metade do século XVI, representante do Renascimento e introdutor do «Primeiro Maneirismo de Antuérpia» em Portugal. Em 1513, já exercia o ofício de pintor e, em 1514, trabalhava na Oficina de Jorge Afonso, em Lisboa, sendo casado com uma filha deste, Isabel Jorge. Em 1518, trabalhou sob a chefia de Francisco Henriques, em parceira com Garcia Fernandes, Cristóvão de Figueiredo, André Gonçalves e outros pintores portugueses e flamengos, na obra de pintura encomendada pelo rei D. Manuel I para a Casa da Relação de Lisboa. Foi pintor régio de D. Manuel e de D. João III (desde 1522). Em 1524, foi ordenado pelo rei Cavaleiro do Hábito da Ordem de Santiago. Após 1530, Gregório Lopes executou, decerto numa oficina já sua, o retábulo Martírios de S. Quintino para a Igreja de S. Quintino, em Sobral de Monte Agraço. Entre os anos 1533 e 1534, colaborou com os pintores Garcia Fernandes e Cristóvão de Figueiredo, em Lamego, na execução dos painéis do Mosteiro de Ferreirim. Por esse trabalho conjunto, os três membros desta parceria foram denominados Mestres de Ferreirim. A partir de 1536 e durante os anos seguintes, sob o mecenato de Frei António de Lisboa, trabalhou no Convento de Cristo, em Tomar, na execução de painéis para a charola - Martírio de S. Sebastião (hoje no Museu Nacional de Arte Antiga), Santo António pregando aos peixes e S. Bernardo (em Tomar) e Santa Madalena (desaparecido), alem do retábulo para a capela de Nossa Senhora, do mesmo mosteiro, de que resta no Museu Nacional de Arte Antiga o painel A Virgem, o Menino e Anjos. Este conjunto tomarense e o da Igreja do Convento do Bom Jesus de Valverde, em Évora (1545), constituem a base de identificação da obra do pintor, da sua técnica e do seu estilo. Gregório Lopes dava prevalência a cores quentes a ao decorativismo; atribuindo primacial importância ao desenho, fazia predominar o traço sobre a mancha.
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Gregório Lopes (c. 1490 – 1550) was one of the most important Renaissance painters from Portugal. He was educated in the workshop of Jorge Afonso, the court painter of King Manuel I. Later he himself became court painter for both Manuel I and for his successor, John III. In 1514 he married the daughter of Jorge Afonso, and in 1520 entered the Order of Santiago. The work of Gregório Lopes mainly consists of painted religious altarpieces for various churches and monasteries in central Portugal. Between 1520 and 1525 he worked (together with Jorge Leal) in painting altarpieces for the Saint Francis Convent of Lisbon. Also in the 1520s he painted panels for the Church of Paraíso (Paradise), also in Lisbon. In his first fase, Gregório Lopes also worked in Sesimbra, Setúbal and in the Monastery of Ferreirim, in this latter case together with Cristóvão de Figueiredo and Garcia Fernandes. The painter moved in the 1530s to the city of Tomar, where he painted various panels for the Round Church of the Convent of Christ (1536–1539) and the main altarpiece of the Church of Saint John the Baptist (1538–1539). His last known works include altarpieces for the Convent of Santos-o-Novo in Lisbon (1540) and the Valverde Convent, near Évora (1545). Many of Gregório Lopes' works can be seen in the National Museum of Ancient Art, in Lisbon. His son, Cristóvão Lopes (1516–1594), was also an artist and worked as a portrait painter for the Portuguese royal family.
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See Wikipedia.

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